Filmes Inesquecíveis que eu vi
Juro mesmo que quando vi o anúncio da novela "Belíssima" achei que fosse um plágio do filmaço homônimo de Visconti (o que seria muito bom dada a qualidade deste último). É óbvio que meu descontentamento foi grande visto que do Projac, a fábrica de plástico da Globo, jamais poderia sair algo como Belíssima de Luchino Visconti. O filme é, bem, é, ..., como descrever um filme tão forte, de imagens e emoções tão bem trabalhadas. O auge do neo-realismo italiano sabia como dar valor a um belo close, ainda mais se este fosse de uma criança.
A italianíssima Madalena nos traz uma história transcendente, algo como "A rosa púrpura do Cairo" de Allen ou mesmo "Crepúsculo dos Deuses" de Wylder. Ela quer "entrar" não só nas salas de cinema, mas no próprio cinema. É o cinema a fábrica de sonhos que aparenta ser? De que é feita as partes dessa fábrica?
De pessoas. E Visconti nos mostra seu olhar um tanto que cético sobre a máquina que é o cinema ou a ânsia desenfreada pelo "estrelato", pelo "sucesso". Exercício de imagem e emoção dos melhores que eu já vi em minha vida, embora faça tanto tempo que eu não reveja. Sinto saudades da época em que o cinema, italiano, ou outro que fosse servia para contar boas histórias...
Imperdível. Quem não viu. Corra!