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Insolúvel

Eu sei exatamente o dia em que eu tive certeza que a questão árabe-israelense jamais seria resolvida. Não por algum talento especial em predições ou adivinhações, algo que abomino, mas tive absoluta certeza quando, no dia 04 de Novembro de 1995, o judeu Ygal Amir assassinou o homem da foto abaixo.


Yitzhak Rabin, ex-primeiro ministro de Israel

Os mais jovens talvez não lembrem, mas Yitzhak Rabin havia feito o acordo de retirada de Israel da Cisjordânia. Naquele episódio (o de sua morte) eu sabia que a questão era insolúvel. Por dois motivos:

1) ambos os lados não querem que o conflito (que começou com Sara e Hagar) acabe e
2) Existem linhas políticas, de ambos os lados, que aproveitam-se do conflito para fazer dele plataforma política. (Mais ou menos como a seca no nordeste).

O ódio não precisa de muitos estímulos para fluir e destronar qualquer senso prático de razão.

E a "santa" terra do "leite e do mel" agoniza...



Categoria: História e Cultura em geral
Escrito por Edkallenn às 17h00
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Que história é essa de todo mundo torcer para Portugal só porque a Globo quer.

Eu não vou torcer para Portugal. Séculos de colonização ainda pesam, me perdoem irmãos d'álem-mar. Sem nenhuma mágoa torço para que o maestro brilhe novamente. O futebol, afinal, pode sim ser belo. O estilo clássico do maestro é fascinante. Elegância, fineza, suntuosidade, pompa, beleza. Parece mesmo ser fácil jogar futebol ao vê-lo em ação.

Torço por ele. E pelo conjunto tricolor.

Mas não espere a facilidade e o espaço que o Brasil deu, viu maestro. Afinal, do outro lado está o Big Phill e o Costinha infernizará a sua vida em campo. Eu aposto.

É esperar para ver...



Categoria: A alegria do povo
Escrito por Edkallenn às 13h54
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"A queda da empáfia" ou "porque o futebol é um esporte coletivo"

Foi um jogo de contrastes gritantes. De um lado, a toda poderosa seleção que defendia o título e tinha os reconhecidos unanimemente como os melhores atletas do mundo da bola. De outro um time ressabiado com as críticas, que sentia o peso da responsabilidade de suceder uma geração vencedora que já entrava, ela própria, em declínio.

E os criticados cresceram na adversidade. Os humanos são assim, e não há esporte tão tremendamente humano como o futebol. Não há esporte tão cruel nas derrotas. Tão emotivo quanto como se celebra um gol no último minuto. E o futebol, mais que qualquer outro, é um esporte coletivo.

Minhas lembranças em copas do mundo remontam a 1986 quando, aos seis anos, assisti à derrota brasileira ante a França de Platini nos pênaltis. Eu, claro, chorei. Lembro, porém de uns golaços de fora da área e a beleza do futebol de um tal “Diego Armando Maradona”. Durante a copa de 1990 ainda não entendia muito do esporte bretão, mas vi uma confusa seleção brasileira em campo. Maradona ainda desequilibrava. A copa italiana, no entanto, foi pobre de futebol.

Em 1994, adolescente, assisti e torci muito pelo tetracampeonato brasileiro que veio de forma dramática, difícil, penosa, chorada onde o time não encantava, mas era muito forte no setor defensivo e contava com os lampejos de genialidade de um baixinho mal-encarado lá na frente.

Em 1998, já entendendo um pouco mais do ludopédio vi um time sem alma perder para uma França (de novo!) regida por um maestro que, de tão elegante ao jogar, lembrava os clássicos craques do passado. Triste derrota. Venceu o melhor.

Em 2002, um time muito limitado que tinha dois trunfos: Rivaldo em grande fase que foi indiscutivelmente o melhor jogador da copa (embora o carequinha tenha sido artilheiro e tenha ganho as loas da torcida) e um técnico que, embora não afeito às tradições ofensivas brasileiras, injetava um ânimo, criava um clima, enfim, motivava a equipe a ser uma só, unida, como os mosqueteiros em busca do objetivo que, enfim e felizmente, veio.

Chego então a 2006. Brasil superfavorito. Brasil com os melhores do mundo. Brasil de salto alto. Brasil estrelado, midiático, supertelevisionado, destrinchado, exposto. Brasil fragilizado. Brasil sem senso de “equipe”. Brasil travado, amarrado a um esquema deficiente, inefetivo. Brasil derrotado.

De novo pela França!!! De novo pelo maestro. Oito anos depois, os anos já pesam. A experiência, transformada em aula de futebol, é muito maior. Ele desfilou. Encantou. Seu estilo clássico e elegante de jogar foi sublime. Se a velocidade já não é a mesma de outrora, o toque refinado, o drible fino e a classe predominam. Uma exibição de gala do maestro Zinedine Zidane coroada com um sem-pulo do bailarino Henry. Festa francesa. Decepção brasileira.

Humildade não existiu entre os “campeões do mundo”. A empáfia, a soberba, a postura extremamente arrogante dos galácticos brasileiros caiu doce como um vinho goela abaixo dos franceses. O maestro não degustou sozinho. Foi acompanhado do, no mínimo, esplêndido Vieira. Volante à altura da tradição de Falcão e Beckbenbauer que a tudo assistia na tribuna de honra.

Espetáculo de Makélélé, incansável na defesa e marcação dos “cansáveis” Ronaldos. Thuram, brilhante na cobertura do praticamente inexistente ataque brasileiro. É,... existem jogadores excelentes fora da América do Sul. Ontem alguns deles comprovaram que devemos, sim, sermos humildes, exultarmos os grandes, assistirmos à beleza clássica do maestro e termos menos empáfia, mais trabalho, menos arrogância, mais conjunto. Menos soberba, mais equilíbrio. Afinal de contas, o futebol é um esporte coletivo.



Categoria: A alegria do povo
Escrito por Edkallenn às 13h46
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