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Mais de um mês depois do último post, venho falar do turbilhão de mudanças neste último mês. Mudanças são estranhas, ariscas. Camões já dizia que a vida e todo o mundo era uma eterna mudança (posso estar errado, afinal, estou citando de orelha!). Vou resumir bastante: comprei meu primeiro carro, zerinho, zerinho. Obviamente foi uma emoção enorme para mim. Minha namorada não entende (talvez nem todas as mulheres entendam) o que um carro (e o primeiro, então!) representa para um homem.

Já tive um carro antes. Não comprado do meu próprio bolso. É uma tremenda mudança. Então, continuando, passei em um concurso de nível superior. Não só passei como passei bem (4°).

O turbilhão de coisas necessárias para se entrar na administração pública é complicado. Mesmo estando nela, e estou há três anos, exige-se uma montanha de documentos, exames (até de HIV fizemos), pareceres e uma série de coisas que realmente tomam muito, muito tempo e “aporrinhação”.

Estranho é quando se muda de emprego, a sensação que se abate sobre “a gente”. Pensamos de forma carinhosa no antigo emprego. De repente, vemos uma série de vantagens e coisa e tal.

 

Mas como dizia, mudanças são estranhas. Às vezes, irônicas.

Sharon mudou, e entrou em coma.

O Papa mudou, e sumiu do mapa.

No Líbano mudou, e a guerra voltou.

E Israel tudo muda. E tudo continua ferozmente guerreiro.

No Oriente médio, como aqui na política em nossa terra brasilis, tudo muda. Mas, estranhamente, tudo continua igual...



Escrito por Edkallenn às 15h22
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