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O que os golpistas, os direitistas e os inimigos da democracia não entendem é que essas pesquisas sobre a intenção de voto setorizadas por nível de renda não significam absolutamente nada.
O voto de quem ganha meio salário tem o mesmo peso de outro que ganha vinte salários.
Este é o milagre e a magia da democracia. Todos são importantes no debate.
E a maioria, para o bem ou para mal é quem decide.
É esperar para ver...
Categoria: Política e também Filosofia
Escrito por Edkallenn às 16h30
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De dentro de uma caverna escura e úmida em algum lugar nas montanhas do Afeganistão:
Está scrito na parede com uma tinta de uma mistura de insumos naturais da região:
"Mr. Bush é o homem-bomba do Bin Laden!!! - Glórias a Alá!!!"
Categoria: História e Cultura em geral
Escrito por Edkallenn às 18h34
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Pelo espelho retrovisor
Aqui no Acre, hoje, o dia da Amazônia trouxe duas notícias. Uma boa e outra ruim. A boa é a inauguração da bela Praça Plácido de Castro, no coração do centro de Rio Branco. A obra nos traz, depois de quase quatro anos, um resquício de beleza para o outrora pomposo lugar.
A segunda notícia, entretanto, é terrível. Num dia tão propício a comemorações, o Brasil e todo o mundo tomaram, de fato, o conhecimento dos fatos que envolveram a trágica morte da pesquisadora portuguesa Vanessa Anapolla Schafer Sequeira, na flor da idade aos 36 anos, ocorrida domingo, na zona rural de Sena Madureira, município próximo aqui da Capital.
Vanessa fazia entrevistas para uma tese de doutorado que vinha realizando. Era uma acadêmica. Tentava entender a realidade social da Amazônia. Os requintes de crueldade do assassinato, com brutal espancamento a pauladas causando traumatismos e hematomas horrendos além do estupro da vítima enojam aqueles que, como eu, tanto prezam os pesquisadores (sejam eles estrangeiros, ou não) que tentam desvendar, desnudar, conhecer o rico ambiente amazônico com suas nuanças, seus tons e toques personalíssimos seja em sua gente, seu povo, bem como, em toda a imensidão biológica que o (nos) circunda.
Ela tinha conseguido o que pouquíssimos brasileiros conseguem: o sonho de estudar no exterior. O sonho de realizar um trabalho que para ela (e para nós) é gratificante. Escolheu a maior floresta do mundo e sua gente como objeto de suas pesquisas. Foi vítima da incoerência e incongruência dos nativos que se pretendeu conhecer.
O recado da loucura e insensatez, infelizmente, reverbera muito mais do que a mensagem de paz e desenvolvimento bio-sustentado que os demais nativos (este escriba incluído) tentam, ao que parece, em vão, passar ao resto do planeta.
Mas isso é tão Brasil que eu não sei por que ainda fico triste e indignado. Suponho que é porque ainda não perdi a esperança de dias melhores.
Dias melhores na política. Dias melhores na segurança. Dias melhores na educação. Dias melhores na saúde. Dias melhores no mundo.
Se cada um assumisse seu grau de responsabilidade ou mesmo, o poder que a indignação e a revolta podem repercutir, talvez, pudéssemos tentar construir hoje o caminho, hoje, para estes dias melhores.
Nós acreanos de boa índole, compromissados com o desenvolvimento do país, desejosos de paz e justiça, ansiosos por estes melhores dias, pedimos perdão à família de Vanessa, ao Brasil e ao mundo ansiando que a dor e a perda de Vanessa nos ensine a cuidar de melhor de nossos intelectuais visitantes e, mesmo, os nativos.
Que ela não seja transformada em mártir de uma causa perdida. Mas, heroína de um novo tempo no Acre, na Amazônia e no Brasil, afinal, o futuro se faz agora...
Escrito por Edkallenn às 18h36
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