Um “inflitrado” com oscar
Não sou muito de momento, por isso, assisti “Os Infiltrados” depois de todo mundo. Gostei claro. Nada que se compare a o “Touro Indomável”, “Táxi Driver” ou “Bons Companheiros”, mas, enfim, no cinema-videoclipe de hoje, a marca do mestre fica fortemente visível em cores fortes e violentas de “Os Infiltrados”.
Como o mestre é o mestre, cada fotograma traz um nível técnico que, infelizmente, não é comum no “cinema-para-consumir-pipoca-e-refigerante” que nos é empurrado atualmente.
Foi um “mea-culpa” claro. A Academia não queria passar pela vergonha de mais um grande diretor passar batido. (Na verdade um time que conta com Kubrick e Hitchcock, ambos não oscarizados, não deixa de ser uma honra participar).
De qualquer forma ele ganhou. Scorsese ganhou sua estatueta por um filme “menor” de sua carreira, mas que traz algo de interessante: é um filme policial. Os policiais não são benquistos da crítica e da própria Academia. A despeito de ser um gênero americano por excelência o policial sempre foi desprezado.
“Os infiltrados” é, de fato, um bom filme. Tem problemas que não chegam a incomodar o conjunto da obra que se segura na direção firme e atuações eficazes de seus protagonistas. Gosto da maneira “scorsese” de contar uma história violenta, ou seja, de forma violenta, suja, sem falsos moralismos ou hipocrisias. Bem como a nossa vida real; e o filme reflete isso.
Scorsese pode, enfim, descansar em paz! Viva o Oscar! Viva o policial!
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Escrito por Edk às 14h22