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Música e Cinema



Um “inflitrado” com oscar

 

Não sou muito de momento, por isso, assisti “Os Infiltrados” depois de todo mundo. Gostei claro. Nada que se compare a o “Touro Indomável”, “Táxi Driver” ou “Bons Companheiros”, mas, enfim, no cinema-videoclipe de hoje, a marca do mestre fica fortemente visível em cores fortes e violentas de “Os Infiltrados”.

Como o mestre é o mestre, cada fotograma traz um nível técnico que, infelizmente, não é comum no “cinema-para-consumir-pipoca-e-refigerante” que nos é empurrado atualmente.

Foi um “mea-culpa” claro. A Academia não queria passar pela vergonha de mais um grande diretor passar batido. (Na verdade um time que conta com Kubrick e Hitchcock, ambos não oscarizados, não deixa de ser uma honra participar).

De qualquer forma ele ganhou. Scorsese ganhou sua estatueta por um filme “menor” de sua carreira, mas que traz algo de interessante: é um filme policial. Os policiais não são benquistos da crítica e da própria Academia. A despeito de ser um gênero americano por excelência o policial sempre foi desprezado.

“Os infiltrados” é, de fato, um bom filme. Tem problemas que não chegam a incomodar o conjunto da obra que se segura na direção firme e atuações eficazes de seus protagonistas. Gosto da maneira “scorsese” de contar uma história violenta, ou seja, de forma violenta, suja, sem falsos moralismos ou hipocrisias. Bem como a nossa vida real; e o filme reflete isso.

Scorsese pode, enfim, descansar em paz! Viva o Oscar! Viva o policial!

 

Em tempo: quem é realmente apaixonado por cinema não pode deixar de assistir o “Minha viagem à Itália” de Scorsese. Um caso de amor ao cinema puro. Simplesmente Imperdível.



Escrito por Edk às 14h22
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Infelizmente tenho que concordar com meu colega André: Os cinemas hoje estão cada vez mais difíceis de serem freqüentados por cinéfilos de verdade. Imperdível a análise do André sobre os cinemas modernos disponível aqui.



Escrito por by Edk às 19h30
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Terceiro dia de férias.

Faço absolutamente nada até domigo quando começarei a estudar e tocar alguns projetos. Assisti ontem a um belo filme, Moça com brinco de pérola que conta a história do famoso quadro homônimo do grande mestre holandês Vermeer. O filme é bem, digamos, visual, deixando grande parte das conclusões e devaneios para o telespectador.

Para não dizer que não lembro dos amigos ao assistir o filme lembrei-me de outra conhecida obra de Vermeer chamada O geógrafo. Apresento aqui versão minimizada do belíssimo quadro.

 

Obviamente que lembrei imediatamente (por formação) do Ju. O que faz o jovem geógrafo? Talvez planejando alguma aula, observando a paisagem, sei lá. O fato é que Vermeer era o gênio da simplicidade, do cotidiano usando as cores para dar vida aos momentos frugais que compõem o dia-a-dia de uma pequena cidade.

******************

Continuando a sessão cinema, hoje assiti ao magnífico Diários de Motocicleta. Que vontade bruta de viajar abateu-se sobre mim. O filme é bonito, complexo, humano, otimista, aventureiro e quase documental. O sonho latinoamericano de Guevara foi a gênese do espírito guerrilheiro que culminaria em Sierra Maestra. Lindo filme.

P.S.: Ainda não tinha visto nenhum dos dois (por falta de tempo). Pode??



Escrito por Edkallenn às 19h22
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É, ..., o ano se foi!

Não sei mesmo o que o Rafa vai pensar disto.
(depois escrevo mais sobre o assunto - ano que vem, quem sabe!?)

Escasso tempo. Escassas atualizações. Finda a labuta do ano. Finda o ano de labuta.

Feliz 2006 a todos. Obrigados aos amigos, Ju e Ricardo que por aqui passaram para desejar boas festas. Abraços fraternos.



Escrito por Edkallenn às 14h34
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Filmes Inesquecíveis que eu vi

Juro mesmo que quando vi o anúncio da novela "Belíssima" achei que fosse um plágio do filmaço homônimo de Visconti (o que seria muito bom dada a qualidade deste último). É óbvio que meu descontentamento foi grande visto que do Projac, a fábrica de plástico da Globo, jamais poderia sair algo como Belíssima de Luchino Visconti. O filme é, bem, é, ..., como descrever um filme tão forte, de imagens e emoções tão bem trabalhadas. O auge do neo-realismo italiano sabia como dar valor a um belo close, ainda mais se este fosse de uma criança.

A italianíssima Madalena nos traz uma história transcendente, algo como "A rosa púrpura do Cairo" de Allen ou mesmo "Crepúsculo dos Deuses" de Wylder. Ela quer "entrar" não só nas salas de cinema, mas no próprio cinema. É o cinema a fábrica de sonhos que aparenta ser? De que é feita as partes dessa fábrica?

De pessoas. E Visconti nos mostra seu olhar um tanto que cético sobre a máquina que é o cinema ou a ânsia desenfreada pelo "estrelato", pelo "sucesso". Exercício de imagem e emoção dos melhores que eu já vi em minha vida, embora faça tanto tempo que eu não reveja. Sinto saudades da época em que o cinema, italiano, ou outro que fosse servia para contar boas histórias...

Imperdível. Quem não viu. Corra!



Escrito por Edkallenn às 00h41
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Porque eu gosto do Nando Reis

Gosto do Nando Reis desde a época dos Titãs. Seu vôo solo custou a emplacar, mas eu sabia que um dia ele conseguiria. Aqui no Acre dizemos que "o que é do homem o bicho não come". Voltando ao Nando, ele é simples, suas músicas, arranjos e boas melodias são simples. E isto hoje em dia é muito raro. Ele, afinal, ao contrário de boa parte de nossa música atual, não tenta escrever e cantar para a eternidade. Suas letras falam do dia-a-dia, de coisas banais. E assim, de forma banal, ele fala e toca coisas grandes, "coisas que pareceriam óbvias até para uma criança".

Suas metáfora são facilmente assimiladas e suas músicas assobiáveis realmente agradam. Nando parece o tipo de autor que, ciente de suas capacidades e limitações, faz apenas aquilo que lhe satisfaz. Faz música despretensiosa que acaba convencendo e escondendo em seus simples versos algumas pérolas para cantarolar e para distrair. Afinal música pop é isso. E Nando sabe disso. É só pop, mas eu gosto.

Rimas pobres, melodias simples, rimas internas, gírias, carros roubados, lembranças, saudade, amor tudo isso faz parte das imagens de Nando. E veja bem: lembranças, vasos quebrados, saudade, brigas, esperança, amor. Isso faz parte da nossa vida. É a vida real que ele canta. Ele realmente parece "trocar a eternidade por uma noite", ou um por momento, afinal, momentos são fugazes e realmente eternos em nossas lembranças. Ele se sente feliz em compor sobre estas imagens e transmite isso ao cantar.

Por isso gosto de Nando. É pop, é simples, é legal e eu gosto. As queixas, brigas, faltas, ausências, o amor. Isso é a vida e Nando sabe que a "a vida é mesmo coisa muito frágil / uma bobagem, uma irrelevância / Diante da eternidade do amor, de quem se ama".

Banalmente majestoso e majestosamente banal. Perfeito. Parabéns Nando, continue versificando e cantando o nosso dia-a-dia de forma melodiosamente frugal.



Escrito por Edkallenn às 15h08
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