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História e Cultura em geral



Escrito por mim há três anos...

O futuro parece incerto com os norte-americanos aplicando “guerras preventivas”, como a do Iraque, a fragilidade da Europa (des)unida, a incongruência e o fanatismo religioso, a falta de alternativas, a ruína moral e social do mundo.

Clamamos por um mundo melhor, mas as conseqüências dos “guerreiros das cavernas” e suas ações, assim como a resposta dos países “civilizados” a essas ações nos trouxeram até a um princípio de século e de milênio que , infelizmente, não iniciaram bem.

As dúvidas, as incertezas, o fanatismo religioso, a incoerência política, as mazelas sociais, as políticas equivocadas, o despreparo,... Assim caminha a humanidade neste início de milênio. O caminho parece propício a autoritarismos e insegurança...

(...)

Há noite no mundo! Mas a história, sem dúvida, não acabou.


Não sei, mas me pareceu propício hoje quando vi o regime norte-coreano fazendo suas estripulias atômicas



Escrito por Edkallenn às 19h05
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De dentro de uma caverna escura e úmida em algum lugar nas montanhas do Afeganistão:

Está scrito na parede com uma tinta de uma mistura de insumos naturais da região:

"Mr. Bush é o homem-bomba do Bin Laden!!! - Glórias a Alá!!!"



Escrito por Edkallenn às 18h34
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Insolúvel

Eu sei exatamente o dia em que eu tive certeza que a questão árabe-israelense jamais seria resolvida. Não por algum talento especial em predições ou adivinhações, algo que abomino, mas tive absoluta certeza quando, no dia 04 de Novembro de 1995, o judeu Ygal Amir assassinou o homem da foto abaixo.


Yitzhak Rabin, ex-primeiro ministro de Israel

Os mais jovens talvez não lembrem, mas Yitzhak Rabin havia feito o acordo de retirada de Israel da Cisjordânia. Naquele episódio (o de sua morte) eu sabia que a questão era insolúvel. Por dois motivos:

1) ambos os lados não querem que o conflito (que começou com Sara e Hagar) acabe e
2) Existem linhas políticas, de ambos os lados, que aproveitam-se do conflito para fazer dele plataforma política. (Mais ou menos como a seca no nordeste).

O ódio não precisa de muitos estímulos para fluir e destronar qualquer senso prático de razão.

E a "santa" terra do "leite e do mel" agoniza...



Escrito por Edkallenn às 17h00
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O horrorível dos horroríveis

A justiça funciona sim!

Tem suas deficiências, é lenta, burocrática, é, muitas vezes, prolixa e verborrágica. É formada por humanos, em suma. Por isso, é tão louvável quando estes humanos acertam como neste episódio envolvendo a RedeTV e seu "horrorível" (mistura de horroroso com horrível) programa Tarde Quente apresentado pelo horrorível apresentador João Kléber. É notório a qualidade baixíssima do programa. Se esse fosse o único problema, ora, não haveria problema. A questão é a humilhação, o desrespeito, a ignomínia e a indecência a que são submetidos gays, lésbicas, bissexuais e toda sorte de outras pessoas nesse programa horrorível.

Há violações de direitos humanos clara neste arrremedo de programa televisivo. Ora, na República Federativa do Brasil, meus caros, constituída de Estado democrático de direito, não pode. É a lei. Vivemos, apesar de notícias contrárias, no império da lei. Se a lei, na qualidade em que se põe o MP e a juíza federal que deferiu a liminar determinando que a emissora parasse de exibir o triste problema e em seu lugar emitisse conteúdo educativo, determinou, ora meus caros, deve se cumprir a determinação. Se não se cumpre, que se sofram as conseqüências.

Que o programa é realmente uma ofensa à dignidade e aprofunda o já grande fosso do preconceito isso é claro. Que a determinação se cumpra, portanto. Que se louve os atores (com trocadilho, please) do processo, o MP e a Juíza.

Louvados sejam os cumpridores da Lei da República no dia da República. Louvados. Ave.

PENSAMENTO MUSICAL DO ANO, DA SEMANA:

Estava ouvindo o Lynyrd Skynyrd ao compor o post e imediatamente pensei:

"O Lynyrd Skynyrd é tudo o que o Scorpions queria ter sido, como banda, musicalmente falando, e não foi".
E assino. Quem não conhece o Lynyrd, please, não cometam esse pecado. Corram!!



Escrito por Edkallenn às 15h51
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BCPC: novo membro

A “brigada contra o politicamente correto” ganhou mais um membro ilustre: Raimundo Fagner, cantor cearense de voz rude, mais de 30 anos de carreira e polêmico pela própria natureza. Nunca fui verdadeiramente fã direto de sua música, mas, a partir de sua entrevista nas amarelas desta semana da vejinha vou ficar mais atento quando ouvir sua voz rouca de sarapatel (que considero muito interessante, diga-se).

 

Mesmo sem ser culto ou intelectual e apesar de ter cantado “borbulhas de amor”, Fagner tem uma visão acurada da situação de nosso país e do mundo. Ele afirma, corretamente, que os descerebrados (e mesmo os “cerebrados”) artistas “costumam agir em bando, só seguindo a manada. Querem sempre ser ‘bonzinhos’, ‘de esquerda’, ‘do bem’ – e, muitas vezes, nem refletem sobre o que estão dizendo”. Ainda afirma que eles são covardes por terem medo de parecerem “politicamente incorretos”.

 

Pensar, criticar, ser diferente e ter opiniões próprias está mesmo quase fora de moda. Fagner talvez não seja “intelectual” ou “genial” como Caetano Veloso (seu rival), mas, tem acuidade perceptiva muito maior do que o antes-genial-agora-brega Caetano. Expõem-se bastante ao criticar a Globo, a política, ao defender suas opiniões. Mas não é covarde e põe a cara à tapa. Isto é nobre.

 

Não que eu ache que o politicamente correto deve acabar, pois acho mesmo que ele tem sua função social. A crítica (e a brigada contra o politicamente incorreto) reside no fato da “sensível” percepção de perseguição a quem pensa diferente do bando, da manada.

 

A imprensa tem sua parte de culpa, pois os intelectuais por trás desta são totalmente defensores de opiniões politicamente corretas, muitas vezes imbecilizantes por excluir sua antípoda e negar a crítica que faz o rio do conhecimento correr. Mas, a grande ferida é mesmo a Academia. Um mundo onde as opiniões são altamente policiadas e não questionadas racionalmente e pensadas criticamente, corre sério perigo.

 

Parabéns Fagner. Bem vindo ao clube e à brigada.



Escrito por Edkallenn às 21h08
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Há quatro anos atrás (comentário: sei que está incorreto, mas acho que somente "há quatro anos" não tem o mesmo impacto).

Há quatro anos atrás, o mundo parou como que rendido a um flash momentâneo que se eternizaria a partir de então.

Há quatro anos atrás, a ficção tomou conta da realidade e invadiu os noticiários como estes fossem multiplexes que se curvavam ante o mundo espetaculoso criado pela lente holywoodiana.

Há quatro anos atrás, a face mais aterrorizante da religião mostrava-se cruelmente pungente.

Há quatro anos atrás, o retrocesso humano alcançou níveis inimagináveis enquanto cavalgava a intolerância e era guiado pela insensatez.

Há quatro anos atrás, a humanidade alcançou definitivamente a pubescência mergulhada nos conflitos naturais que regem este período de tempo.

Há quatro anos atrás, os sonhos de um mundo livre, unido e em paz foram sepultados pelo pó e pela poeira da insânia.

O profundo mergulho na escuridão em que fizemos aguarda ainda o momento em que poderá seguir novamente o caminho da luz que foi encoberto, ..., há quatro anos atrás



Escrito por Edkallenn às 11h46
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Independência ou, ..., morte?

O que significa liberdade? E Independência?

 

Li alguns comentários em diversos blogs que questionavam o fato da Independência do Brasil. Alguns destes comentários eram raivosos, outros mais amenos, mas todos pautavam-se pelo questionamento do fato de sermos, ou não, um país independente.

 

Mas o que significa ser um “país independente”? Existe algum país assim no mundo?

 

A história deste termo nos remete a um tempo em que a política externa dos países baseava-se na conquista e manutenção de territórios que trouxessem riquezas, divisas, comércio e mercado consumidor. Estas conquistas não eram reguladas por acordos de viabilidade econômica, mas, sim pela força, pelo aço e pelo fogo.

 

Assim, existiam as metrópoles, detentoras do capital que submetiam às colônias sanções comerciais, econômicas e deliberativas. Estas sujeitavam-se àquelas economicamente e, principalmente, politicamente. Esse processo era conhecido como colonialismo e trazia prejuízos às nações que almejavam a autonomia de decisões e um crescimento pautado apenas em suas próprias ações.

 

A dependência aqui era totalmente econômica e política. Não existia espaço para as colônias implementarem suas próprias políticas e resguardar suas respectivas economias. Todas as decisões vinham hierarquicamente “de cima” para baixo.

 

Diante desta descrição, somos, sem dúvida, independentes. Nossas instituições políticas independem de qualquer influência externa para sobreviver. Temos poderes que, mal e mal, conduzem o país por si próprios.  

 

Além das acepções óbvias, o termo “independente”, em sentido estrito, significa “autônomo”, “livre”, “que não depende de nada”.

 

Neste sentido, não existem países verdadeiramente independentes no mundo. Quase todos excetuando-se poucas regiões como a África central) os países estão intimamente ligados. A , assim chamada, globalização econômica catapultou o nível de interação entre países para níveis estratosféricos. Uma única mudança em qualquer país do mundo afeta rapidamente outros gerando um efeito cascata. Todos são dependentes. Todos estão “ligados” na mínima alteração da política econômica uns dos outros.

 

Por que o questionamento sobre a independência??



Escrito por Edkallenn às 17h38
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