Longe demais das capitais - Edblog
   
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Política e também Filosofia



"Temos sociólogos bons e medíocres. Uns acabam professores, outros presidentes da República."

 

A frase acima de autoria do sociólogo Betinho em relação à FHC é só uma faceta da característica de péssimo comunicador de Efe Agá. Suas recentes intervenções, seja em entrevistas ou em sua coluna de jornal, quando não são medíocres, são ridículas e ineficazes (às vezes de um simplismo atroz) e não fazem jus ao passado de emérito professor de FHC.

 

Tenho um palpite. Mas, é apenas um palpite. Efe Agá, assim como muitos milhões de brasileiros não aceitam, não querem engolir a seco que um homem pobre, que passou fome, ex-retirante, ex-engraxate, com conhecimentos básicos de ensino formal, que não consegue conjugar um verbo sequer corretamente, que não diz uma frase sem erros simplórios de plural, que acha que ensaio é um exercício antes de uma apresentação, enfim, um semi-analfabeto fez (e vem fazendo) um governo infinitamente superior em quase todos os aspectos ao governo do sociólogo. É isso. Efe Agá não aceita. Assim como muita gente não aceita isso.

 

E isso é um fato. Lembremos o debate na Globo. Todas as áreas que Geraldo citava do governo atual o presidente tinha números de significativa melhora em relação ao período Efe Agá.

 

Eu acho que o sociólogo tem que procurar um psicólogo. Se é que Freud explica! (sem nenhum trocadilho com o “outro” Freud).

 

E a Revistinha semanal tentando dividir o Brasil! O Brasil não está dividido. Está unido pelo voto. É isso!



Escrito por Edkallenn às 12h23
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O que os golpistas, os direitistas e os inimigos da democracia não entendem é que essas pesquisas sobre a intenção de voto setorizadas por nível de renda  não significam absolutamente nada.

 

O voto de quem ganha meio salário tem o mesmo peso de outro que ganha vinte salários.


Este é o milagre e a magia da democracia. Todos são importantes no debate.


E a maioria, para o bem ou para mal é quem decide.

 

É esperar para ver...



Escrito por Edkallenn às 16h30
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Debate sobre a pena de morte

Aqui no Acre, estamos assistindo uma disputa leve entre um deputado e um desembargador acerca da pena de morte. Mais detalhes podem ser encontrados em:

http://www.noticiasdahora.com/noticias.asp?n=11950&t=16 e também em: http://www.noticiasdahora.com/noticias.asp?n=11933&t=4. Cada link tem a opinião de um deles. Resolvi escrever minhas próprias e modestas considerações sobre a discussão:

A querela entre o desembargador Ciro Facundo e o deputado Moisés Diniz acerca da pena de morte é tão antiga quanto o surgimento das sociedades. Acompanha o homem e o seu desenvolvimento jurídico e intelectual. Todos se espantam quando um eminente jurista afirma ser favorável à pena de morte. Não deveria ser assim. Há motivos suficientes para defender ambos os lados desta controversa controvérsia.

Na verdade, a pena capital foi a norma na maioria dos países até bem pouco tempo atrás. Chegou a ser banalizada. Tanto que Drácon, legislador grego, promulgou um código que estatuiu a pena de morte para todos os crimes. Na Inglaterra o crime de roubo era punido com a pena de morte. Os valores humanistas e os filósofos iluministas com a almejada (nem sempre exitosa) “ressocialização” do detento é que sepultaram quase que completamente a idéia da aplicação da pena de morte.

Obviamente o deputado Moisés Diniz é deselegante, e mesmo desrespeitoso, ao afirmar que o desembargador defende a pena de morte por não ser nem preto nem pobre. Moisés Diniz julga conhecer o pensamento de todos os “pobres” e “negros”. Mal sabe ele que a pena de morte é amplamente aceita no Brasil e que qualquer pesquisa pode confirmar a preferência pela pena capital nas camadas economicamente mais baixas da população.

Também erra preconceituosamente o deputado ao achar que só “pretos” e “pobres” cometem crimes passíveis de pena capital. Sei que exemplos isolados não ajudam, mas (só para refutar o deputado), Suzane Von Richthofen, por exemplo, é “branca” e muito, muito rica. Erra, principalmente, ao achar que a pobreza ou a condição social é primordial ao crime. É um fator, importante, mas, não o único e não é, sem dúvida, o essencial diante da complexidade que rodeia o fato criminoso.

O crime em si e as razões da criminalidade são muito mais complexas do que a vã filosofia do deputado possa imaginar.

Se apenas “pretos” e “pobres” cometessem crimes, a Índia, mestiça e extremamente pobre, com IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) bem aquém do brasileiro seria um dos países mais violentos do mundo. O que não se verifica na realidade.

Miséria material é ruim. Miséria intelectual de quem teve (ou tem) condições é soberbamente pior. Parece-me, apenas parece-me que o deputado está apenas seguindo a cartilha politicamente correta e “moderninha” para agradar a imprensa e seus prováveis e possíveis eleitores. É um argumento eleitoreiro, sem dúvida. É bom ele tomar cuidado, pois, alguns deputados abraçaram causas que não foram aprovadas pelos eleitores (leia-se desarmamento).

Voltando ao ponto, a pena de morte é algo controverso sim. É polêmico por natureza e insitamente divide opiniões. Respeitar as opiniões é importante em um debate democrático. Ouvi-las também. Debochar e desrespeitar não são práticas aconselháveis. Por isso louvo o desembargador que expõe sua opinião de forma tão convincente e corajosa. Ele, com certeza está aberto a discussões e já está cansado de ouvir as opiniões dos que são contra a implementação da pena de morte (como eu mesmo).

Concordo com o desembargador e discordo ao mesmo tempo. Platão dizia que a política seria simples se os homens fossem simples. Ora, apoiar ou desaprovar a pena capital seria simples se o tema fosse simples. Sou a favor. Se ela fosse executada sem erros, eu seria a favor. Sou contra. Se acontecer um único erro, mesmo sabendo que “o abuso não tolhe o uso”, eu seria radicalmente contra. Sou, portanto, a favor da idéia e contra sua colocação em prática por nós humanos. Complicado isso, mas, sou assim porque acho que erramos demais para submeter à morte criminosos. No Brasil, então, jamais daria certo.

O Debate é maravilhoso e debater com argumentos e idéias é altamente louvável. A pena de morte sempre será, entretanto, assunto controverso e, provavelmente essa discussão nunca terá termo.

Apenas para lembrar o deputado Diniz, um outro deputado, como ele, era contra a pena de morte; também com os mesmos motivos de Diniz (com mais argumentos, é claro!). Seu nome era Robespierre. Em 1791 ele era contra a pena de morte. Pouco tempo depois, estabeleceu o regime conhecido como Terror na França. (Não consigo me desvencilhar de fatos isolados). Foi contra até chegar ao poder, então, ....

Outra coisa, a última; dizer que o crime é fruto do sistema, que o criminoso é vítima da falta de opções do mercado, da opressão, das desigualdades sociais, entre outras hipocrisias, é um absurdo e um desrespeito com a grande maioria das pessoas pobres que buscam no trabalho honesto a fonte de seu sustento.

Uma coisa que me chateia extremamente é ver parlamentares "democratas" e eleitos pelo povo, não respeitarem a opinião deste povo que os elegeu. Não representam, portanto, este povo. As opiniões do povo só são válidas quando representam os interesses pessoais e políticos dos políticos, infelizmente.

E tenho dito!!



Escrito por Edkallenn às 19h06
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A celebração do esporro

Farfalha e parlatório. Depravação e indecoro. Esbórnia e descaramento. Ignomínia e safadeza. Os representantes da imundície nacional reunidos em sessão inaugural do ano eleitoral imoral decidiram manter em seus quadros a indecência e a imoralidade. Demonstraram a safadeza sem igual que comanda a desrespeitosa Casa, a saber: os "paspamentares", digo, "safamentares", digo, parlamentares acabaram por absolver dois dos deputados acusados de utilizarem-se de recursos provenientes de caixa dois(Brant e Luizinho). Um é reu confesso (Brant) e o outro sacou "apenas" R$ 20 mil do valerioduto.

Simples, não? Os corruptos confessos e comprovados são mantidos em seus cargos pelos também corruptos. Ora, se você, sem ser advogado (que o faz por obrigação profissional) defende veementemente um corrupto, você, por analogia, é corrupto também.

O Congresso, mais uma vez, perde a oportunidade de extirpar de seus quadros o pior traço da imundície brasileira. Perde a chance de expiar suas culpas em busca da redenção da sociedade. Ao contrário, assumem-se corruptos. Avalizam práticas que deveriam condenar e evitar.

Se é assim, para que existe o tal "Conselho de Ética"? Por acaso os congressistas que fazem parte de tal "conselho" são palhaços assim como nós somos? Pelo que entendi o tal "Conselho" indicou a cassação. Os corruptos, porém, fiéis às suas éticas da amoralidade entenderam que caixa dois não é crime, não é corrupção, não é desonroso. Claro, praticamente todos os safados utilizam-se de tal prática. Avalizaram o que eles também fazem, os salafrários.

Enquanto isso, notícias da estagnação brasileira se avolumam diante do crescimento de outros países. Estamos, mais uma vez, perdendo o bonde da história. Aqueles que têm poder para tentar fazer algo para que pudéssemos entrar no prumo, ao invés disso, escandalizam o país com sua "ética da malandragem" manchando as instituições democráticas com o lodo da cafajestagem, do conhchavo e da corrupção.

É verdadeiramente uma pena.



Escrito por Edkallenn às 12h16
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Vamos rasgar a Constituição

É claro que as discussões sobre a verticalização partidária são acaloradas e interessantes. Sou claramente a favor da verticalização (pretendendo um pouco de lógica e autenticidade na difusa política brasileira). Não tenho ressentimento algum sobre a aprovação no congresso de emenda que derruba a verticalização. PORÉM, ...

Daí os bufões, cavilosos e hipócritas que se auto-proclamam "vossas excelências" (da malandragem, of course) tentarem fazer valer para este ano e estas eleições é absolutamente um absurdo e uma vergonha nacional, além de atentado contra o Estado de Direito.

Só para lembrar à Vossas Excelências, o Art. 16 de uma tal de Constituição Federal promulgada em 05/10 de 1988, texto excelso que rege nosso país com o cetro da Lei, assim versa:

"Art. 16. A lei que alterar o processo eleitoral entrará em vigor na data de sua publicação, não se aplicando à eleição que ocorra até 1 (um) ano da data de sua vigência." (o negrito é meu)

Ora, se Vossas Excelências pretendem desrespeitar de tal modo a Carta Magna, por favor, rasguem-na por completo. Façam picadinho da Constiuição, queimem-na e em seguida cuspam seus catarros e salivas corruptos sobre a mesma. Depois fumem um charuto, tomem um whiski, desafrouxem as gravatas de nó pronto, tussam um pigarro e depois riam e comemorem. O reino da palhaçada, do conchavo e da hipocrisia estará definitavemente instalado e instaurado saindo dos portões podres de corrupção e privilégios do Congresso Nacional e invadindo toda a esfera privada de nossa vida cotidiana.

Cada vez mais me enoja a postura de Vossas Excelências. E não peçam por respeito ou me achem desrespeitoso. Respeito só se deve a quem merece. E vocês, definitivamente e primeiramente não se dão o devido respeito. A maioria dos membros das duas casas representam a escória nacional. Vocês são os desrespeitadores-oficiais do Brasil, envergonhando até os menos afeitos à política.

Repito, vocês, Vossas Excelências, são a vergonha de nosso povo. Vejam as pesquisas, leiam os números. A confiança em hipócr..., digo, corrup..., digo, políticos, caiu à lama que é o lugar de onde a maioria de Vossas Excelências deve ter saído. Político é a profissão que o brasileiro de bem, aquele que trabalha e dá expediente (sem ganhar 25 mil e não ir trabalhar) menos confia.

Por quê será? Ora, vejam o mundo ao redor de vocês e não a ilha que é o Congresso e o reino da malandragem que vocês fizeram Brasilía virar.

Ética, decoro, honra e dignidade. É isso que esperamos. Nós precisamos que pensem mais no país e menos em seus polpudos bolsos. Só assim sairemos da modorra em que estamos.

Criem vegonha! Respeitem o cargo que ocupam (que por sinal, é nosso e não de vocês!). Respeitem a si próprios. Respeitem a Constiuição e respeitem o povo brasileiro que os colocou com a esperança de que algo pudesse mudar,..., para melhor.



Escrito por Edkallenn às 14h58
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Enquanto Sharon agoniza em algum hospital israelense penso um pouco sobre que papel a história reservará para ele?

O início do fim do período de trevas ou apenas mais um que contribuiu com o reacionarismo e o embrutecimento das relações que se iniciaram na Bíblia??



Escrito por Edkallenn às 21h10
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E o Bobb Jeff como já tinha previsto aqui anteriormente, foi definitivamente (e felizmente!) cassado.

"Isto não é notícia velha?". Alguns podem indagar. Sim a notícia é. O que poucos comentamm e pouca gente sabe é da gorda aposentadoria que Bobb Jeff irá receber. Mais de 8 mil reais. Um verdadeiro absurdo, uma vergonha, uma palhaçada com as milhares de pessoas que trabalham para construir um futuro digno para nosso país, uma verdadeira safadeza mesmo esta aposentadoria.

Repetindo: mais de 8 mil reais. Pode?
Meu velho avô (aquele com o qual converso sobre futebol e mulheres) trabalhou a vida inteira como seringueiro, veio para o Acre como "soldado da borracha" e recebe míseros R$ 300,00. Isto depois de muuuuuuuita luta, tanto no batente como nas filas para conseguir este parco recurso. R$ 300,00!! É mole?!?!

Definitivamente desisiti de acreditar no Brasil...

Alteração e correção às 18:57 após puxão de orelha do Afonso (poucas vezes vi um epíteto tão correto, viu Afonso? - abs pa ti):

"Definitivamente desisiti de acreditar que o Brasil tem jeito".



Escrito por Edkallenn às 16h22
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